Apresentação e atribuições

Apresentação da Polícia Civil do RN - Foto: SECOMS/PCRN
Apresentação da Polícia Civil do RN - Foto: SECOMS/PCRN

História

A história da Polícia Civil do Rio Grande do Norte é marcada por quase dois séculos de evolução e compromisso com a segurança pública. Embora a instituição de carreira, como modelo profissional que conhecemos hoje, tenha sido oficialmente criada apenas em 1981, pela Lei nº 5.074/1981, suas origens remontam ao Brasil Imperial.

Em 22 de março de 1842, tomou posse o primeiro delegado da então Província do Rio Grande do Norte, em conformidade com legislação imperial que estruturava os primeiros cargos policiais: delegado, subdelegado e inspetor de quarteirão. Esses agentes formavam o núcleo inicial da atividade investigativa e de manutenção da ordem pública no território potiguar.

A criação da Polícia Civil como instituição de carreira, em 1981, representou um marco na profissionalização da atividade policial no estado. A partir dessa lei, foi realizado o primeiro concurso público específico para o ingresso no órgão, permitindo a entrada de homens e mulheres em um modelo de formação técnica, contínua e institucionalizada.

Desde então, a PCRN tem avançado na modernização de suas práticas investigativas, na ampliação de seu efetivo e na consolidação de seu papel essencial na promoção da Justiça e na proteção da sociedade potiguar.

Competências e Atribuições da PCRN

Incumbe à Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, órgão integrante e subordinado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), ressalvada a competência da União, o exercício das funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, exceto as militares, cabendo-lhe preservar a ordem e a segurança públicas.

À Polícia Civil do Rio Grande do Norte compete reprimir as infrações penais e exercer as atividades de polícia judiciária, conduzindo a apuração dos delitos em todo o território estadual, conforme a legislação vigente. Também lhe cabe requisitar as perícias criminais e médico-legais necessárias aos órgãos competentes, assegurando a produção de provas técnicas essenciais às investigações. Além disso, a instituição tem como atribuição proteger pessoas e bens, garantir o respeito aos direitos e às garantias individuais e manter um serviço permanente de atendimento ao cidadão, assegurando resposta contínua às demandas de segurança pública.

Princípios básicos da PCRN

I – a legalidade;
II – a hierarquia;
III – a disciplina;
IV – o respeito à dignidade e aos direitos humanos;
V – a moralidade;
VI – a unidade.

Deveres dos policiais civis

São deveres do servidor policial civil, além daqueles inerentes aos demais servidores públicos civis:

I – observar as normas legais e regulamentares;
II – zelar pela dignidade da função policial;
III – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
IV – observar a disciplina e a hierarquia;
V – ter conduta pública irrepreensível;
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;
VII – frequentar com assiduidade, para fins de aperfeiçoamento e atualização de conhecimentos profissionais, os cursos instituídos periodicamente pela Academia de Polícia Civil ou estabelecimento congênere, em que haja sido efetivamente matriculado;
VIII – atender com zelo e presteza:
a) ao público em geral, prestando informações requeridas, ressalvadas às protegidas por sigilo.
b) ao requerimento de expedição de certidões para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública; e
d) aos serviços a seu cargo e aos que, na forma da Lei, lhes sejam atribuídos;
IX – zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
X – não utilizar para fins particulares, qualquer que seja o pretexto, o material pertencente ao órgão, ou destinado a correspondência oficial;
XI – guardar sigilo sobre assuntos do órgão;
XII – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
XIII – ser assíduo e pontual ao serviço;
XIV – tratar com urbanidade as pessoas;
XV – representar contra a ilegalidade, omissão ou abuso de poder no cumprimento da lei.

Expansão

A atuação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte se materializa por meio de uma estrutura organizada e capilarizada, que combina o trabalho essencial das delegacias territoriais com a expertise técnica das unidades especializadas. Juntas, essas frentes de atuação formam o eixo central da investigação criminal no estado, garantindo tanto o atendimento direto à população quanto a apuração qualificada dos delitos mais complexos.

Delegacia de Polícia

A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, dirigida pelo Delegado Geral da Polícia Civil, desenvolve os serviços públicos de sua atribuição, basicamente, através das delegacias policiais distritais, especializadas, regionais e municipais. As delegacias distribuídas pelo território estadual são, nas suas circunscrições, o centro das investigações e dos demais atos de polícia judiciária, além de funcionarem como pontos de atendimento e proteção à população.

Gestão Estratégica e Governança

A governança e a gestão estratégica representam pilares fundamentais para o funcionamento eficiente, transparente e orientado a resultados de uma instituição pública. A governança consiste no conjunto de práticas, normas e mecanismos que asseguram a condução responsável, ética e alinhada aos princípios da administração pública, garantindo que decisões, processos e recursos sejam utilizados de forma correta e transparente. Já a gestão estratégica corresponde ao planejamento, à execução e ao monitoramento das ações necessárias para alcançar os objetivos institucionais, por meio da definição de metas, indicadores, prioridades e estratégias de longo prazo. Juntas, governança e gestão estratégica permitem que a organização atue de maneira integrada, com visão de futuro, responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e foco na entrega de resultados à sociedade, fortalecendo a credibilidade e a eficiência das políticas e serviços oferecidos.

Investigação qualificada

Complementando essa estrutura territorial, a Polícia Civil mantém delegacias especializadas que se dedicam ao enfrentamento de crimes de maior gravidade ou complexidade, geralmente praticados por grupos de criminosos. As principais unidades atuam na repressão ao tráfico de entorpecentes, aos homicídios, aos crimes contra o patrimônio — como roubos e furtos, inclusive de veículos —, às fraudes, defraudações e estelionatos, bem como no combate à lavagem de dinheiro, à corrupção e às organizações criminosas. Desenvolvem, ainda, ações de proteção a grupos vulneráveis, assegurando investigações qualificadas de delitos que atentam contra direitos fundamentais. Nesse cenário, destaca-se a relevância das Delegacias de Homicídios, cuja missão está diretamente ligada à tutela do mais importante bem jurídico: a vida humana.

 LEI COMPLEMENTAR Nº 270, DE 13 DE FEVEREIRO DE 2004